terça-feira, 28 de outubro de 2008

A massa

Talvez nada melhor a se fazer do que não fazer absolutamente nada. Seis e meia da tarde, a programação mais interessante da tv no momento, a novela, acabou. O sono começa a dar seus primeiros sinais. Um banho é o primeiro passo para começar a noite. Limpa, cheirosa e exausta. Hoje eu vou dormir cedo! (Trrimmmmm!!) O telefone toca, é para mim. - O que você ta fazendo? - Acabei de tomar banho! - Hum.. não quer caminhar? - Bom td bem, to passando aí daqui 15 minutos! Tiro o pijama, desisto do travesseiro, procuro os tênis. Eles ainda estão na mochila do passeio de domingo. As bolhas parecem estar mais calmas, um band-aid talvez as aquiete. Todos de vermelho. - Combinaram? - Não, é pura coincidência! - Red Hot! - Aham!

É incrível como as pessoas vestidas com roupas da mesma cor conseguem chamar tanta atenção! Uma garota com o ventre todo de fora, exibindo seu piercing, não consegue focar tantos olhares quanto um grupo de amigos de red! Produção em série de Henry Ford! Seios praticamente a mostra, coxas fartas, polpas de bundas, barrigas tanquinhos - masculinas e femininas - um show de anatomia humana. Todos se confundem e viram uma massa, não atraem olhares individuais. Exceto os comparativos. – Eu não gosto de barriga tanquinho! (Será?) – Garanto que eles combinaram! – O grupo da Sadia! – Vermelhou, no... a ideologia do... Qual será a ideologia de cada uma dessas pessoas?

O grupo se separa.

– OI... vocês por aqui! – Eu vou com elas agora ta?! – Sem problemas! Agora não somos mais um grupo de pimentas malaguetas chamando a atenção pelo cromo das camisetas. Tornamos-nos homogêneos junto à massa, pimentas trituradas, moídas e cozidas, que se diluíram com os outros ingredientes: pernas, barrigas, seios, bundas e olhares...



Re-postagem!
Beijos a todos!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

leia mas não reflita

Nunca gostei muito desse tipo de atitude, comportamento, filosofia de vida ou seja qual for a tal classificação, mas com o desenrolar desse looongo e embaraçado novelo chamado "relacionamento", tenho tentado (-sempre) me adaptar a tal: sempre espere ser decepcionado para não se decepcionar.
Caramba, a contra gosto isso funciona.
Pare e pense: quando vc mais espera, mais precisa (isso vale para vc msm, um teste d auto-critica), vc sempre se decepciona. Ai que vem o grande lance, o lado positivo da situação! (Sim, existe!) - quando vc nao espera, vc se surpreende!
-o pé atrás, a pulga atrás da orelha, o rabo de olho, a DES-CONFIANÇA!
esses artifícios podem funcionar quando a questão for decepção.
Pessimismo nunca! Apenas não pense.
O Ministério da Saúde adverte: pensar demais causa neurose.


apenas viva. com ou sem decepções.
esqueça tudo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ausência

Eis aqui eu denovo. Como o tempo passa! Sempre depressa nos momentos que deveria parar.Mas as vezes tão devagar.. Completei as 21 primaveras =D Estou feliz. Quase nada mudou, isso era de se esperar! (pq será que a gente não percebe as mudanças? seria tão mais produtivo o nosso crescimento..) pois bem., fiquei feliz em ter mais amigas que escrevem.. a Mariana e a Paula, duas queridas da faculdade. Acho que os 21 ao inves de me trazerem inspirações, levaram elas embora.. faz tempo q eu nao tenho um insight "daqueles"!
quero deixar um beijo a todos os meus verdadeiros amigos!
prometo preparar algo p semana q vem...
enquanto isso, os deixo com um dos meus preferidos do Carlos..

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


Pois é! NINGUÉM mais....

sábado, 9 de agosto de 2008

Meu nome, minha idade, o que faço, onde moro. Isso me deixaria mais apresentável? E realmente importa?
As pessoas hoje não se importam mais com questões tão íntimas! Nome? Pra que se a boca nem pede convite?
O que faz, importa apenas no momento, e somente aquilo que é feito no momento. Se falhou, se esqueceu, se deixou cair o copo de suco em cima do freguês, se broxou. Só isso importa.
Onde mora? Tá falando sério? Desde quando amigos se visitam? Melhor, desde quando amigos nao mais se visitam?
Quantos eus cabem na definição do meu próprio eu? E quantas vontades precisarei sentir para que todas as minhas vontades sejam sanadas?
Chuva, frio, casaco, café, flor, ânsia. Carro e gente. Pouca gente e muito carro.
A cigana do meu sonho quis levar aquilo que eu não sabia q eu tinha. Poder. E conseguiu levar meu medo.
09 de agosto. 33 dias para completar vinte e uma primaveras.
... e quem se importa?...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem vai dizer ao coração, que a paixão não é loucura?!

Sentimento bom que não teve nem tempo de começar.
Que tal um prato de Marta Rocha? Ah.. e falando em Marta Rocha, dança, teatro... Dercy!
Puts, a Dercy (grande Dercy) morreu. Quem diria? E aquela história do 4.045, agora vai ficar no mausoléu! Quem faz história, fica na História.
Bom.. hj to totalmente sem inspiração, ou melhor, acho q estou inspirada demais! Já apaguei 3 vezes o q eu realmente queria escrever. Mas desisti. Eu acho que sempre desisto muito fácil. Preciso melhorar. Alguma dica?
Som do momento: Yesterday - The Beatles
Eles tb fizeram História!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Era estranho quando ele chegava e ao mesmo tempo bom. Aquele relativo curto tempo de espera era suficiente para gerar angústia, medo, saudade, insegurança, calafrio e, esporadicamente, leves episódios de masoquismo. Triste. Mas quando o ronco do motor apontava na esquina, as pálpebras ficavam pesadas, o sono vinha e aquela tensão no corpo todo ia embora como se alguém tivesse tirado com as mãos. Talvez. Mas eram mãos que não tocavam. Mãos que não acertavam a fechadura, mãos que seguravam com insegurança o corrimão. Mas ele estava ali, e a sensação de medo, de angústia, de qualquer sentimento repudiado ia embora na velocidade oposta com que ele caminhava. Passos curtos e tropeçantes. A porta fechava, murmúrios ao longe, sorriso no rosto e mais um capítulo se encerrava. Igual ao anterior.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

História subterrânea

Conhecer
de
Novo
Re - conhecer
SE é denovo,
novo não é mais.
Já é velho.

E o conto conta a velha história.
Um ensaio chamado "conto contado num beco".


Eu quero um canto só pra mim.
Quero cantar um conto.

Retiraram-me as linhas.
Rarefeita platéia.

Muito óbvio. O eterno João.